Pedido foi feito visando preservar os bens da Santa Casa para garantir os pagamentos dos 850 funcionários demitidos e abandonados com a saída tumultuada da Sociedade Beneficente São Camilo.

Desde que a Prefeitura de Itu assumiu a intervenção da Santa Casa da cidade, que era administrada pela Sociedade São Camilo há 11 anos, muitas irregularidades foram encontradas. O Contrato venceu em setembro e não foi renovado. No dia 26 de novembro, então, a Prefeitura optou por intervir. A entidade INCS – Instituto Nacional de Ciências da Saúde assumiu a gestão do hospital da Santa Casa de Misericórdia de Itu no dia 30 de novembro e essa gestão está acontecendo por contrato emergencial e o custeio do hospital se dá por repasse fundo a fundo (via Governos Federal e Estadual). Todo esse processo está amparado na legislação e em Decretos Municipais requisitórios das instalações e equipamentos hospitalares para que os pacientes não fiquem desamparados.

Em decorrência de atitudes suspeitas solicitei, através de ofício junto ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado), providências investigativas diante de graves indícios de irregularidades praticadas na gestão do Hospital Santa Casa, sob responsabilidade da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itu e da Sociedade Beneficente São Camilo. Diante de suspeitas de dilapidação patrimonial, o pedido foi feito visando preservar os bens da Santa Casa para garantir os pagamentos dos 850 funcionários demitidos e abandonados com a saída tumultuada da Sociedade Beneficente São Camilo.

De acordo com o material encaminhado ao Gaeco, as situações suspeitas aparentam ser de longa data. Em determinado trecho, há relato a respeito de uma ação judicial de dissolução da administradora do patrimônio imobiliário da Irmandade. Neste ponto, é exposto que no intervalo de apenas um mês (de novembro a dezembro de 2014), o montante de R$ 2.842.313,26, declarado sob rubrica da Irmandade, foi reduzido para R$ 9.165,25, sem nenhuma justificativa plausível.

Ainda segundo o ofício, desde que requisitou o Hospital Santa Casa para impedir seu total fechamento, a Prefeitura não teve acesso sequer ao inventário dos bens adquiridos com recursos públicos, sugerindo grave indício de desvio de finalidade e lesão ao erário. O documento ainda relata a falta de comprometimento da Irmandade da Santa Casa de Itu diante de seus deveres como instituição de saúde e a administração imprópria da Sociedade Beneficente São Camilo.

Vamos agir com responsabilidade, dentro do que a lei permite, para garantir atendimento à população e os direitos dos funcionários.